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Coordenadores de área falam sobre a avaliação de mestrados profissionais

postado em 11 de ago de 2017 09:36 por Diretoria de Avaliação   [ 11 de ago de 2017 09:38 atualizado‎(s)‎ ]

Uma das novidades da Avaliação Quadrienal dos cursos de pós-graduação stricto sensu realizada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) neste ano foi o período reservado para análise exclusiva dos mestrados profissionais. Entre os dias 31 de julho e 5 de agosto, reuniram-se 20 áreas que possuem nove ou mais programas de mestrado profissional em funcionamento: Administração Pública e de Empresas, Ciências Contábeis e Turismo; Arquitetura, Urbanismo e Design; Ciência da Computação; Ciências Agrárias I; Ciências Ambientais; Economia; Educação; Enfermagem; Engenharias I; Engenharias II; Engenharias III; Engenharias IV; Ensino; História; Interdisciplinar; Medicina I; Medicina II; Odontologia; Planejamento Urbano e Regional/Demografia; Saúde Coletiva. Além das áreas citadas ainda esteve presente a área de Sociologia avaliando tanto os programas profissionais quanto acadêmicos.

Mestrado profissional é a designação do mestrado que enfatiza estudos e técnicas diretamente voltadas ao desempenho de um alto nível de qualificação profissional. Confere idênticos grau e prerrogativas que o mestrado acadêmico, inclusive para o exercício da docência. Como todo programa de pós-graduação stricto sensu, a validade nacional do diploma está condicionada ao reconhecimento prévio do curso.

Crescimento
A partir da publicação da Portaria Normativa nº 17/2009 (atualizada pela Portaria nº 131/2017) que regulamentou a modalidade no âmbito da CAPES, houve crescimento nacional desta modalidade nas mais diferentes áreas.

O coordenador da área de Odontologia, Carlos José Soares, da Universidade Federal de Uberlândia, ressalta no atual momento a construção de uma identidade própria desta modalidade. “Sem dúvida, o mestrado profissional na área de odontologia hoje atinge uma maturidade que gera identidade dessa modalidade de programas dentro do panorama nacional. Temos experiências que iniciaram nos anos 90 e hoje temos 24 programas em diferentes perfis, o que significa cerca de 30% dos programas da área. Desde atenção à saúde pública, passando pelo desenvolvimento de produtos e tecnologias, assim como formação voltada para serviço odontológico. Tudo isso com uma consolidação da identidade. Esse é o ponto mais importante em minha perspectiva.”

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Carlos José Soares 
(Foto: Edson Morais - CCS/CAPES)

Movimento semelhante se apresenta na área de Administração, responsável pelo primeiro mestrado profissional recomendado pela CAPES, originário de um Master of Business Administration (MBA) da Fundação Getulio Vargas (FGV), cuja primeira turma teve início em 1978. “A partir da portaria de 2009, quando se teve um incentivo para integrar a formação em pós com o mercado e as organizações, assim como uma orientação mais clara do que são os cursos, começou um avanço expressivo da área em termos de números de programas”, explica a coordenadora, Eliane Pereira Zamith Brito da FGV de São Paulo.

Hoje, de 182 cursos da área de administração, 75 são mestrados profissionais. “É um número expressivo, mas o que é mais expressivo é o crescimento avassalador nos dois últimos períodos de avaliação, de 2010 até agora”. Para a coordenadora, o crescimento é resultado da compreensão que o mestrado profissional atende, particularmente as áreas mais diretamente vinculadas ao mundo do trabalho e ao sistema produtivo, a demanda de profissionais qualificados.

“Fizemos o esforço de tornar mais claro como deveria ser o perfil do egresso de um mestrado profissional, assim como o que deveria ser o trabalho de conclusão desse curso: não necessariamente uma dissertação nos moldes tradicionais, pelo contrário, deve se preocupar com a intervenção nas organizações e dessa intervenção gerar produtos que reflitam a melhoria do ambiente em que o aluno está trabalhando”, conta Eliane.

A modalidade também tem crescimento relevante na área de Saúde Coletiva, como explica o coordenador Guilherme Loureiro Werneck da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).“A área de Saúde Coletiva se caracteriza na sua origem como espaço onde você tem conhecimento científico para o estudo da distribuição de doenças na população e da gestão dos serviços de saúde com uma face muito aplicada. O conhecimento tem intenção de modificação social muito clara, que se dá por meio dos serviços de saúde, públicos ou privados, geralmente envolvidos no Sistema Único de Saúde (SUS). Uma das missões da área de saúde coletiva é, portanto, formar não apenas pesquisadores, cientistas e professores para universidades, mas formar pessoal qualificado para resolver os problemas concretos que surgem nos serviços de saúde”.

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Guilherme Loureiro Werneck 
(Foto: Edson Morais - CCS/CAPES)

Cerca de 40% da área de Saúde Coletiva são programas profissionais, que abordam temas bastante diferentes, desde saúde na família a avaliação de tecnologias a serem integradas pelo SUS.

Particularidades
A área de administração já realizava as avaliações dos cursos profissionais de maneira separada, mas em um mesmo momento, desde 2010. “Agora em 2017 praticamente só chamamos professores de programas profissionais para a realização da avaliação, fizemos em períodos separados e criamos métricas distintas. A avaliação de um programa profissional deve levar em conta a formação em métodos, em pesquisa, em pensamento científico, todo o lado acadêmico - já que estamos formando mestres e em breve teremos doutores – mas é fundamental que o produto realizado reflita com uma melhora do seu entorno, uma aplicabilidade”, afirma Eliane que também era coordenadora na última avaliação da CAPES.

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Eliane Pereira Zamith Brito 
(Foto: Haydée Vieira - CCS/CAPES)

A busca por metodologias aplicadas além da separação em dois momentos de avaliação permitiu mais dedicação dos coordenadores de área e construção de indicadores específicos que retratem as particularidades do mestrado profissional, ressalta Carlos José Soares. “Na área a de Odontologia foi a primeira vez que conseguimos construir indicadores específicos para valorizar a formação técnica, a formação de profissionais que atendam as demandas do mercado, com olhar do mercado do serviço, diferente do olhar acadêmico, onde a produção do conhecimento tem outro foco. Podemos ver na área o crescimento da qualidade, que tem a ver com o olhar diferenciado da avaliação, como selecionar os indicadores adequados para esse fim e então colher as boas práticas da modalidade”, conclui.

Nesse sentido, os coordenadores corroboram com as diretrizes da CAPES em que o mestrado profissional responde a uma necessidade socialmente definida de capacitação profissional de natureza diferente da propiciada pelo mestrado acadêmico e não se constitui em uma alternativa para a formação de mestres segundo padrões de exigência mais simples tradicionalmente já adotados pela pós-graduação.

“Os cursos de formação profissional são cursos stricto sensu, para formarem pessoas em pesquisa. Porém um tipo de pesquisa que tenha devolução para o sistema não acadêmico. Então, do ponto de vista de formação, o mestrado profissional pode ser até mais complexo que o acadêmico. Temos que cumprir uma série de requisitos de formação acadêmica tradicional, de pesquisa científica, além de ter uma aplicabilidade”, define o coordenador da área de Saúde Coletiva.

Sobre a Avaliação
Iniciada pela CAPES em 1976, a avaliação da pós-graduação stricto sensu é um exame periódico de qualidade acadêmica de todos os programas de pós-graduação stricto sensu (mestrados e doutorados) em funcionamento no país. O processo é fundamental para a manutenção do Sistema Nacional de Pós-Graduação (SNPG), e seus resultados têm usos diversos: estudantes se baseiam nas notas para escolher seus futuros cursos, e agências de fomento nacionais e internacionais orientam suas políticas de fomento segundo as notas atribuídas pela avaliação. Estudos e indicadores produzidos a partir da avaliação são também usados para embasar políticas governamentais de indução e crescimento da pós-graduação e no estabelecimento de uma agenda para diminuir desigualdades entre regiões do Brasil ou dentro das áreas do conhecimento.

(Pedro Arcanjo)

Quinta semana da Avaliação Quadrienal terá análise de mestrados profissionais

postado em 10 de ago de 2017 10:38 por Diretoria de Avaliação

Nesta segunda-feira, 31 de julho, em Brasília, teve início a quinta semana da Avaliação Quadrienal da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Ao longo do período, serão analisadas 15 áreas que possuem nove ou mais programas de mestrado profissional em funcionamento: Arquitetura, Urbanismo e Design; Ciência da Computação; Ciências Agrárias I; Ciências Ambientais; Economia; Enfermagem; Engenharias I; Engenharias II; Engenharias III; Engenharias IV; História; Medicina I; Medicina II; Odontologia; Planejamento Urbano e Regional/Demografia. Além dessas áreas, será também avaliada a área de Sociologia. Contando com comissões dedicadas a cada uma das 49 áreas de avaliação, a Quadrienal começou em 3 de julho e segue até 4 de agosto.

Sobre a Avaliação
Iniciada pela CAPES em 1976, a avaliação da pós-graduação stricto sensu é um exame periódico de qualidade acadêmica de todos os programas de pós-graduação stricto sensu (mestrados e doutorados) em funcionamento no país. O processo é fundamental para a manutenção do Sistema Nacional de Pós-Graduação (SNPG), e seus resultados têm usos diversos: estudantes se baseiam nas notas para escolher seus futuros cursos, e agências de fomento nacionais e internacionais orientam suas políticas de fomento segundo as notas atribuídas pela avaliação. Estudos e indicadores produzidos a partir da avaliação são também usados para embasar políticas governamentais de indução e crescimento da pós-graduação e no estabelecimento de uma agenda para diminuir desigualdades entre regiões do Brasil ou dentro das áreas do conhecimento.

(CCS/Capes)

Coordenadores de Áreas apontam consolidação e crescimento de PPGs

postado em 10 de ago de 2017 10:36 por Diretoria de Avaliação

De 24 a 28 de julho, 337 consultores de área estiveram presentes no edifício-sede da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) para avaliar 12 áreas: Biodiversidade, Biotecnologia, Ciência da Computação, Ciências Ambientais, Ciências Biológicas I, Ciências Biológicas III, Ensino, Interdisciplinar, Materiais, Medicina Veterinária, Psicologia e Teologia. Iniciada em 3 de julho, a Avaliação Quadrienal dos programas de pós-graduação (PPGs) segue até 4 de agosto.

 MG 0405
Para Odir Dellagostin, a área de Biotecnologia 
tem como perspectiva a ênfase no crescimento 
da produção e licenciamento de patentes 
(Foto: Haydée Vieira - CCS/CAPES)

Para Odir Dellagostin, coordenador da área de Biotecnologia, devido a sua recente criação, em 2008, a área apresenta um panorama de expansão e consolidação, tendo como perspectiva a ênfase no crescimento da produção e licenciamento de patentes. “Por ser tecnológica, a área de biotecnologia pressupõe o desenvolvimento de produtos e processos, daí a importância da propriedade intelectual. Nossa intenção é que os programas passem a dar ainda mais atenção a patentes, produtos e processos e que, a partir disso, tenhamos no país um aumento na produção de tecnologias, fazendo com que elas cheguem aos mercados e às nossas prateleiras”, explicou.

 MG 0429
O coordenador de Ciências de Biológicas III, apontou como 
marco da Quadrienal a transparência no processo 
(Foto: Haydée Vieira - CCS/CAPES)

O coordenador da área de Ciências Biológicas III, José Mineo, destaca como um dos marcos desta Quadrienal a transparência envolvida no processo. “A Plataforma Sucupira e os painéis de indicadores preparados pela Diretoria de Avaliação foram muito importantes no sentido de dar transparência, o que facilitou o nosso trabalho. Com esses dados quantitativos em mãos, pudemos nos debruçar sobre a qualidade dos vários programas, analisando o mérito deles”, apontou.

 MG 0453
A Ciência da Computação vem alcançando bons resultados e 
amadurecendo a cada avaliação, disse Philippe Navaux 
(Foto: Haydée Vieira - CCS/CAPES)

Segundo o coordenador Philippe Navaux, a Ciência da Computação também vem alcançando bons resultados e amadurecendo a cada avaliação. De 160 doutores formados por ano, no triênio anterior, a área passou para 360 doutores titulados. “Estamos crescendo em uma direção na qual os principais programas estão em um nível internacional. Do ponto de vista de conhecimento e pesquisa estamos com trabalhos de ponta, que não perdem para os trabalhos de fora do país”, disse.

 MG 0469
Para o coordenador de Psicologia, a área tem os desafios 
de ampliar a internacionalização e expandir a vertente 
da formação profissional 
(Foto: Haydée Vieira - CCS/CAPES)

Antônio Virgílio, coordenador da área de Psicologia, também ressalta a melhoria na qualidade da produção da área, mas aponta aspectos que ainda necessitam de mais atenção. “Se por um lado temos o desafio de ampliar a internacionalização da nossa produção científica, internamente temos o desafio de consolidar a vertente da formação profissional, que poderá se voltar para a solução de problemas humanos e sociais como violência e desempenho escolar, cumprindo a função de preparar profissionais para enfrentarem os desafios do nosso país”, completou.

(Gisele Novais)

Quarta semana da Avaliação Quadrienal terá análise de 12 áreas do conhecimento

postado em 10 de ago de 2017 10:27 por Diretoria de Avaliação   [ 10 de ago de 2017 10:31 atualizado‎(s)‎ ]

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Rita Barradas saudou os consultores da quarta semana da Quadrienal 2017 
(Foto: Haydée Vieira - CCS/CAPES)


A quarta semana da Avaliação Quadrienal da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) foi iniciada nesta segunda-feira, 24, em Brasília. Neste período, serão analisadas 12 áreas: Biodiversidade, Biotecnologia, Ciência da Computação, Ciências Ambientais, Ciências Biológicas I, Ciências Biológicas III, Ensino Interdisciplinar, Materiais, Medicina Veterinária, Psicologia e Teologia. Iniciada em 3 de julho e seguindo a até 4 de agosto, a Quadrienal possui comissões dedicadas a cada uma das 49 áreas de avaliação.

No evento de abertura, a diretora de Avaliação Rita Barradas Barata informou aos consultores orientações básicas sobre os procedimentos de trabalho e ressaltou a especificidade da função de avaliador. “Cada um de vocês está aqui devido à competência em avaliar. Portanto, devemos atuar pensando no Sistema Nacional de Pós-Graduação como um todo”, destacou Rita Barata.

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Na quarta semana da Quadrienal, 12 áreas serão avaliadas 
(Foto: Haydée Vieira - CCS/CAPES)

Cada semana é dedicada a um conjunto de áreas, de modo a otimizar o trabalho. Na próxima semana, a CAPES receberá avaliadores das áreas de Administração, Ciências Contábeis e Turismo, Educação, Ensino, Interdisciplinar, Saúde Coletiva e Sociologia.

(Lucas Lopes)

Coordenadores falam sobre situação atual e perspectivas de suas áreas

postado em 10 de ago de 2017 10:26 por Diretoria de Avaliação

A terceira semana de trabalhos da Avaliação Quadrienal 2017 reuniu, de 17 a 21 de julho, no edifício-sede da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), em Brasília, os coordenadores das áreas de Astronomia e Física; Educação Física; Enfermagem; Farmácia; Geociências; Medicina I; Medicina II; Medicina III; Nutrição; Odontologia; Química; e Saúde Coletiva.

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Para o coordenador da área de Medicina I, José Antônio Gontijo, 
a perspectiva é de manutenção da qualidade dos cursos 
(Foto: Haydée Vieira - CCS/CAPES)

Para o coordenador da área de Medicina I, José Antônio Gontijo, a área hoje é estruturada, tendo passado por importantes modificações em seu processo de avaliação, acompanhando as outras áreas médicas nesse processo de consolidação. Gontijo destacou ainda a facilidade na obtenção de dados nesta edição da Quadrienal. “O processo de avaliação foi muito bem estruturado. Tivemos acesso à maioria dos dados dos quais necessitamos para a avaliação, o que se tornou uma facilidade nas nossas atividades. Nossas perspectivas são de manutenção da qualidade dos cursos”, ressaltou.

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Os programas da área de Física, segundo Sylvio Canuto, 
estão consolidados e experientes 
(Foto: Haydée Vieira - CCS/CAPES)

A avaliação da área de Física, segundo o coordenador, Sylvio Canuto, é feita em um nível muito alto, devido à consolidação e experiência de seus programas. Para Canuto, o processo de avaliação ainda precisa ser rediscutido. “Chegamos em um ponto em que a avaliação precisa ser repensada. Nesta edição, já incorporamos alguns aspectos qualitativos, mas eles precisam estar mais presentes ainda nesse processo. Em geral, ficamos felizes com a organização com que fomos recebidos aqui”, disse.

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O coordenador da área de Saúde Coletiva ressaltou 
a importância da avaliação da qualificação 
da produção científica da área
(Foto: Haydée Vieira - CCS/CAPES)

Responsável por coordenar os 87 programas de pós-graduação da área de Saúde Coletiva, entre acadêmicos e profissionais, Guilherme Werneck, ressalta a importância da avaliação da qualificação da produção científica da área. “Precisamos hoje, na Saúde Coletiva e em outras áreas do conhecimento, fazer com que a nossa produção científica de qualidade tenha mais impacto, não só impacto científico nacional e internacional, mas também impacto social. Para a área de Saúde Coletiva, isto é muito importante: uma pesquisa que tenha impacto científico e que esse impacto contribua para modificar as condições de saúde da população”, ressaltou.

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Rodacki apontou o crescimento da área e 
os desafios que essa expansão acarreta 
(Foto: Haydée Vieira - CCS/CAPES)

O coordenador da área de Educação Física, André Rodacki, aponta o crescimento da área e os desafios que essa expansão acarreta. “A área tem crescido muito. Tivemos em determinados momentos do quadriênio um volume de propostas novas que quase correspondeu à metade da área. Nosso desafio é manter essa qualidade. Passamos por um período de 10 ou 15 anos no qual 90% do corpo decente não tinha publicação e, hoje, invertemos esse quadro. É uma mudança muito grande na dinâmica da área e mostra um crescimento não apenas quantitativo, mas também qualitativo”, explicou.

(Gisele Novais)

Terceira semana da Quadrienal 2017 avalia programas de 12 áreas

postado em 10 de ago de 2017 10:21 por Diretoria de Avaliação

Nesta segunda-feira, 17, em Brasília, teve início a terceira semana de trabalho da Avaliação Quadrienal da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Até o dia 21 de julho serão analisados os programas de 12 áreas: Astronomia e Física; Educação Física; Enfermagem; Farmácia; Geociências; Medicina I; Medicina II; Medicina III; Nutrição; Odontologia; Química; e Saúde Coletiva.

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Rita Barata orientou os consultores a consolidar os
dados antes da revisão final. 
(Foto: Haydée Vieira CCS/CAPES)

Presidente substituto da CAPES e diretor de Programas e Bolsas no País, Geraldo Nunes abriu o evento saudando os mais de 260 consultores e coordenadores de área presentes. Após a fala do presidente substituto, a diretora de Avaliação Rita Barradas Barata forneceu orientações básicas sobre o andamento dos trabalhos, enfatizando que os dados gerados pelos consultores já devem estar consistentes antes do processo de revisão final, como forma de poupar tempo e evitar dúvidas.

Rita Barradas pediu ainda especial atenção no preenchimento das fichas de avaliação, pois a Quadrienal se prolonga para além das reuniões dos consultores.
Na Avaliação Quadrienal, que teve início em 3 de julho e segue até 4 de agosto, a performance acadêmica dos programas é analisada por comissões dedicadas a cada uma das 49 áreas de avaliação. Cada semana é dedicada a um conjunto de áreas, de modo a otimizar o trabalho. Na próxima semana, a CAPES receberá avaliadores das áreas de Biodiversidade, Biotecnologia, Ciência da Computação, Ciências Ambientais, Ciências Biológicas I, Ciências Biológicas III, Ensino, Interdisciplinar, Materiais, Medicina Veterinária, Psicologia e Teologia.

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Na terceira semana da Quadrienal, mais de 260 
consultores avaliaram programas de 12 áreas 
(Foto: Haydée Vieira CCS/CAPES)

Sobre a Avaliação
Iniciada em 1976, a avaliação da pós-graduação stricto sensu é um processo periódico de avaliação de todos os programas de pós-graduação stricto sensu (mestrados e doutorados) em funcionamento no país. O instrumento é fundamental para o Sistema Nacional de Pós-Graduação (SNPG), e seus resultados têm usos diversos: estudantes se baseiam nas notas para escolher seus futuros cursos, e agências de fomento nacionais e internacionais orientam suas políticas de fomento segundo as notas atribuídas pela avaliação. Os estudos e indicadores produzidos pela avaliação são utilizados ainda na indução de políticas governamentais de apoio e crescimento da pós-graduação e no estabelecimento de uma agenda para diminuir desigualdades entre regiões do Brasil ou no âmbito das áreas do conhecimento.

(Lucas Lopes)

Expansão da pós-graduação no Brasil é destaque para coordenadores de área

postado em 10 de ago de 2017 10:16 por Diretoria de Avaliação   [ 10 de ago de 2017 10:18 atualizado‎(s)‎ ]

Coordenadores de área presentes na segunda semana da Avaliação Quadrienal dos programas de pós-graduação comentam a expansão do número de programas e de alunos desde 2013, ano da última avaliação. De 10 a 14 de julho, a segunda semana reúne cerca de 340 consultores para analisar 13 áreas. As atividades acontecem na sede da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), em Brasília.

Na área de Letras e Linguística, o incremento foi acompanhado pela diversificação e pela descentralização. “Cresceu muito a oferta de cursos no interior do país e na Região Norte e a formação para professores da educação básica foi fortalecida com o surgimento dos mestrados profissionais [em rede nacional]”, informa Dermeval da Hora da Universidade Federal da Paraíba e coordenador da área. Atualmente há 156 programas de Letras e Linguística, dos quais 149 são acadêmicos e sete são profissionais. Em 2000, havia 66 programas.

O aumento na oferta de cursos e no número de alunos também ocorreu na área de Comunicação e Informação, que inclui Museologia. “A área ainda está concentrada no Sul e no Sudeste, mas cresceu principalmente no Nordeste. Estamos avaliando quatro mestrados profissionais e acompanhando outros dez cursos que ainda não formaram turma”, disse o coordenador Mauricio Lissovsky da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Esta é a primeira avaliação da área desde que deixou de se chamar Ciências Sociais Aplicadas I em 2016. “Após a mudança de nome, parece que houve um reforço de identidade”, acrescenta o professor.

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Área de Comunicação e Informação reforçou 
identidade após alteração do nome em 2016, 
diz Maurício Lissovsky 
(Foto: Haydée Vieira - CCS/CAPES)

Na área de Engenharias II, que abrange os cursos de Engenharia Química, Nuclear, de Materiais, Metalúrgica e de Minas, a concentração dos cursos ainda está nas regiões Sudeste, Sul e Nordeste. “Trata-se de um reflexo da presença de indústrias nos Estados”, pontua Reinaldo Giudici da Universidade de São Paulo. O coordenador da área percebe mudança de ênfase na avaliação. “A análise vem se tornando mais qualitativa”.

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Coordenador de Engenharias II, Reinaldo Giudicci 
acredita que a avaliação está se 
tornando mais qualitativa 
(Foto: Haydée Vieira - CCS/CAPES)

A área de Artes e Música também registrou incremento. Em 2013, foram avaliados 39 programas de pós-graduação. O número cresceu para 55 programas em 2015, dos quais 21 são apenas de mestrado, 28 possuem mestrado e doutorado e seis são mestrados profissionais – um deles em rede, o ProfArtes, com 11 Instituições associadas. Antonia Bezerra da Universidade Federal da Bahia, destaca a especificidade da avaliação dos programas de Artes e Música. “Nossa produção tem a característica de transitar intensamente entre teoria e prática. Para contemplar essa dimensão, a área possui índices para avaliar eventos e produção artística”, ressalta a coordenadora de área.

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Área de Artes e música possui índices específicos 
para avaliar eventos e produção artística, 
diz Antonia Bezerra 
(Foto: Haydée Vieira - CCS/CAPES)

Áreas da semana
A segunda semana da Quadrienal reúne consultores para avaliar os programas das áreas Administração Pública e de Empresas, Ciências Contábeis e Turismo, Artes e Música; Arquitetura, Urbanismo e Design;; Comunicação e Informação; Direito; Economia; Engenharias I; Engenharias II; Engenharias III; Engenharias IV; Letras/Linguística; Planejamento Urbano e Regional/Demografia e Serviço Social.

Próxima etapa
A terceira semana terá a avaliação de 12 áreas nos dias 17 a 21 de julho: Astronomia e Física; Educação Física; Enfermagem; Farmácia; Geociências; Medicina I; Medicina II; Medicina III; Nutrição; Odontologia; Química; e Saúde Coletiva. As atividades seguem até 4 de agosto.

(Lucas Lopes)

Segunda semana recebe 340 consultores de 13 áreas de avaliação

postado em 10 de ago de 2017 10:13 por Diretoria de Avaliação   [ 10 de ago de 2017 10:14 atualizado‎(s)‎ ]

Dando continuidade à Avaliação Quadrienal, processo periódico de avaliação de todos os programas de pós-graduação stricto sensu (mestrados e doutorados) em funcionamento no Brasil, aconteceu nessa segunda-feira, 10, em Brasília, a abertura da segunda semana do evento, na qual serão analisados os programas das áreas de Administração Pública e de Empresas, Ciências Contábeis e Turismo; Arquitetura, Urbanismo e Design; Artes/Música; Comunicação e Informação; Direito; Economia; Engenharias I; Engenharias II; Engenharias III; Engenharias IV; Letras/Linguística; Serviço Social; e Planejamento Urbano e Regional/Demografia.

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Diretora de Avaliação da CAPES apresentou orientações 
sobre o processo e destacou pontos importantes a 
respeito do papel dos avaliadores 
(Foto: Haydée Vieira – CCS/CAPES)

Após as boas-vindas do presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), Abílio Baeta Neves, a diretora de Avaliação da CAPES, Rita Barradas Barata, apresentou aos coordenadores de área e respectivas comissões de avaliação orientações sobre o processo e destacou pontos importantes a respeito do papel dos avaliadores. “É importante lembrar que todos estão aqui como indivíduos e não como representantes de seus programas e instituições. Vocês estão aqui como pessoas que foram consideradas competentes para realizar esse trabalho tão delicado e tão relevante que é a Avaliação do Sistema Nacional de Pós-graduação.”

A diretora também destacou a importância de manter o sigilo do que será discutido durante a semana. “Precisamos de confidencialidade nesse momento. Essa é só a primeira etapa da avaliação. Depois, tudo será submetido ao CTC-ES [Conselho Técnico Científico da Educação Superior]. Nosso processo pressupõe prazos para pedidos de reconsideração, recursos, então não podemos permitir que algumas instituições ou programas tenham informações privilegiadas. Pedimos muita seriedade nesse aspecto, que tem a ver com o comportamento ético dos avaliadores.”

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Coordenadores e comissões de avaliação de 13 áreas se reúnem na CAPES 
(Foto: Haydée Vieira – CCS/CAPES)

A Avaliação Quadrienal teve início no dia 3 de julho e segue até o dia 4 de agosto. A performance acadêmica dos programas é avaliada por comissões responsáveis por cada uma das 49 áreas de avaliação. De modo a otimizar o trabalho, cada semana é dedicada a um conjunto de áreas. Na próxima semana, a CAPES receberá as áreas de Astronomia/Física; Educação Física; Enfermagem; Farmácia; Geociências; Medicina I; Medicina II; Medicina III; Nutrição; Odontologia; Química; e Saúde Coletiva.

Sobre a Avaliação
Iniciada em 1976, a avaliação da pós-graduação stricto sensu é o instrumento fundamental do Sistema Nacional de Pós-Graduação (SNPG). Os resultados da avaliação têm usos diversos: estudantes se baseiam nas notas para escolher seus futuros cursos, e agências de fomento nacionais e internacionais orientam suas políticas de fomento segundo as notas atribuídas pela avaliação. Os estudos e indicadores produzidos pela avaliação para induzir políticas governamentais de apoio e crescimento da pós-graduação e estabelecer uma agenda para diminuir desigualdades entre regiões do Brasil ou no âmbito das áreas do conhecimento.

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Na segunda semana, 340 consultores participam do processo de Avaliação 
(Foto: Haydée Vieira – CCS/CAPES)

Conforme o desempenho acadêmico no quadriênio, os cursos recebem conceitos que variam de 1 a 7. Notas 1 e 2 são consideradas insuficientes e provocam o descredenciamento do curso; nota 3 corresponde a desempenho médio, que apresenta padrões mínimos de qualidade; notas 4 e 5 significam um desempenho entre bom e muito bom, sendo 5 a nota máxima para programas que possuem apenas curso de mestrado. Notas 6 e 7 indicam desempenho equivalente a padrões internacionais de excelência.

Esta é a primeira edição em que o período de avaliação abrange quatro anos (2013 a 2016). Até a última avaliação, realizada em 2013, o intervalo entre avaliações era de um triênio. No total, serão avaliados 4178 programas de pós-graduação stricto sensu. O processo de análise vai se basear nos dados informados pelos programas por meio da Plataforma Sucupira. Aproximadamente 1,5 mil professores e pesquisadores de todas as regiões do país estarão na CAPES para atuar como consultores.

(Natália Morato)

Coordenadores de área falam sobre primeira semana de trabalho

postado em 10 de ago de 2017 10:11 por Diretoria de Avaliação   [ 10 de ago de 2017 10:12 atualizado‎(s)‎ ]

Na primeira semana da Avaliação Quadrienal de 2017, consultores das áreas de Antropologia/Arqueologia; Ciência de Alimentos; Ciência Política e Relações Internacionais; Ciências Agrárias I; Ciências Biológicas II; Educação; Filosofia; Geografia; História; Matemática/Probabilidade e Estatística; e Zootecnia/Recursos Pesqueiros reuniram-se na sede da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), em Brasília, para dar início ao processo periódico de avaliação de todos os programas de pós-graduação stricto sensu (mestrados e doutorados) em funcionamento no Brasil.

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O coordenador da área de Geografia destacou 
as vantagens da Plataforma Sucupira 
(Foto: Haydée Vieira – CCS/CAPES)

De forma geral, o grande destaque desta edição da Avaliação, segundo os coordenadores de área, é a Plataforma Sucupira. “A Plataforma Sucupira implicou em uma verdadeira revolução no trato do que se produz e no que se faz na pós-graduação. Ela incorpora uma dimensão que é interessantíssima, que é a questão do preenchimento ser feito pelo coordenador do programa e, concomitantemente, uma possibilidade de conhecimento e de acesso a essas informações, uma transparência dos dados. Essa possibilidade de passar as informações imediatamente para a comunidade torna o ‘fazer ciência’ algo bem mais vinculado à realidade”, revelou Eustógio Dantas, da Universidade Federal do Ceará (UFC), coordenador da área de Geografia.

Eustógio também salientou outra vantagem a respeito da disponibilidade imediata dos dados. “Com o acesso facilitado à informação, é possível filtrar um conjunto de dados que são basilares para que a análise se dê pelas comissões reunidas aqui. Isso facilita enormemente o nosso trabalho.”

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Federizzi falou sobre a realidade da 
área de Ciências Agrárias I, uma 
das maiores na atualidade 
(Foto: Haydée Vieira – CCS/CAPES)

 

Expectativas
Os coordenadores também falaram sobre as expectativas para suas áreas após a Avaliação Quadrienal. Sobre uma das maiores áreas, a de Ciências Agrárias I, o coordenador Luiz Carlos Federizzi, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), falou sobre a realidade atual, que produz muito, mas ainda muitas coisas locais. “Somos o terceiro colocado em nível de produção mundial na área de Agrárias, mas produzimos ainda muita coisa local, muita coisa que não tem ainda muito fator de impacto. Nossa discussão tem sido no sentido de tentar mudar um pouco o foco da área. Nos últimos anos a área esteve mais voltada para a produção em si e o que queremos agora é que se volte um pouco mais para formação dos alunos. Queremos ver sua capacidade de resolução de problemas quando ele sai da pós-graduação. Não os próprios problemas ou da vila em que ele reside, mas os problemas do mundo.”

O coordenador também falou sobre o crescimento da área e a necessidade de reavaliação de onde é necessário um desenvolvimento maior. “Precisamos parar para respirar e analisar onde realmente precisamos desenvolver, que tipo de programas precisamos. Não podemos apenas ficar repetindo os modelos dos programas antigos, que tiveram um sucesso tremendo, que foram base dos programas atuais, mas o momento agora é outro. Vamos fazer uma reflexão de como vamos conduzir a área tirando um pouco o viés demasiado da produção para focar mais na formação do aluno e que tipo de programa queremos para o futuro.”

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Maria Angela abordou a necessidade 
de sedimentar critérios da Avaliação 
(Foto: Haydée Vieira – CCS/CAPES)

Já na área de Ciências de Alimentos, a coordenadora Maria Angela Meireles, da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), também abordou a necessidade de sedimentar alguns critérios que foram modificados para que, já no próximo seminário de meio termo, a metodologia desenvolvida nesta Avaliação possa ter uma fotografia instantânea da área, espelhando exatamente o que precisa ser modificado. A coordenadora finalizou falando sobre o empenho da área em firmar parcerias entre programas para que os mais desenvolvidos possam “apadrinhar” aqueles que estão em fase de desenvolvimento.

A Avaliação Quadrienal segue até o dia 4 de agosto. Na segunda semana serão avaliadas as áreas de Administração Pública e de Empresas, Ciências Contábeis e Turismo; Arquitetura, Urbanismo e Design; Artes/Música; Comunicação e Informação; Direito; Economia; Engenharias I; Engenharias II; Engenharias III; Engenharias IV; Letras/Linguística; Serviço Social; e Planejamento Urbano e Regional/Demografia.

(Natália Morato)

Quadrienal 2017 apresenta mudanças na avaliação da pós-graduação

postado em 10 de ago de 2017 10:09 por Diretoria de Avaliação   [ 10 de ago de 2017 10:10 atualizado‎(s)‎ ]

A Avaliação Quadrienal dos programas de pós-graduação, que acontece de 3 de julho a 6 de agosto, na sede da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), traz algumas novidades em relação à última Avaliação, realizada em 2013. O período de avaliação, que passa a abranger quatro anos (2013 a 2016), e não mais três, é a principal alteração introduzida nesta edição. Também inédito é o uso de dados sobre mestres e doutores formados de 1996 a 2014 para avaliar o impacto social da pós-graduação. Nesta primeira avaliação, que tem a Plataforma Sucupira como fonte de dados, haverá ainda um período dedicado exclusivamente aos mestrados profissionais.

Em 2014, um ano após a última Avaliação Trienal, o período avaliativo foi alterado para quatro anos. A ampliação do intervalo teve como objetivo atender ao Plano Nacional de Pós-Graduação 2011-2020 (PNPG), o qual recomendou que programas de notas 3 a 5 deveriam ser avaliados em intervalos mais curtos que os de nota 6 e 7. “Seria difícil operacionalizar o formato exato sugerido pelo PNPG, com dois blocos de avaliações. Isso porque nosso método é comparativo e essa comparação seria perdida se realizássemos avaliações em intervalos distintos”, explica Rita Barradas Barata, diretora de Avaliação da CAPES. A solução adotada foi ampliar o intervalo e criar uma avaliação de meio período, já realizada em 2015.

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Para a diretora de Avaliação da CAPES, uso da Plataforma Sucupira 
na Quadrienal possibilita ganho qualitativo na avaliação. 
(Foto: Haydée Vieira - CCS/CAPES)


Dados
Esta também é a primeira edição da Avaliação que conta com dados sobre os egressos dos cursos de mestrado e doutorado o que contribuirá para medir a inserção social dos programas de pós-graduação. Realizado em parceria com o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), o levantamento de informações sobre os egressos cruzou dados da CAPES com os da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho. Abrangendo o período de 1996 a 2014, o resultado permite acompanhar as trajetórias acadêmicas e profissionais dos pós-graduados. “Sabemos, por exemplo, se egressos de cursos de mestrado ingressam em doutorados e quais empregos os pós-graduados conseguiram. Pela primeira vez, temos dados confiáveis sobre 75% dos mestres e 85% dos doutores por programa, para avaliação do impacto da pós-graduação na realidade brasileira”, ressalta a diretora de Avaliação.

Outra mudança importante da Quadrienal é o uso da Plataforma Sucupira. Implementada em 2014, a plataforma on-line coleta informações de desempenho acadêmico fornecidas diretamente pelos programas de pós-graduação. O sistema permite ainda o processamento dos dados, corrigindo inconsistências antes mesmo de as comissões trabalharem. Esse recurso poupa tempo das comissões e aumenta a confiabilidade dos dados, informa Rita Barradas Barata. “Uma parte do tempo das comissões era dedicada a consolidar os dados quantitativos. Agora, os consultores podem se dedicar efetivamente à análise qualitativa das informações que os programas nos fornecem.”

Mestrados Profissionais
Programas de mestrados profissionais serão avaliados por comissões distintas das acadêmicas. Segundo a diretora de Avaliação, a medida tem o objetivo de tornar mais precisa a análise desses cursos. “Dessa forma, evitamos que os programas profissionais sejam considerados com base nos mesmos critérios dos cursos de natureza acadêmica”, acrescenta Rita Barradas.

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Quadrienal 2017 terá comissões exclusivas para mestrados profissionais. 
(Foto: Haydée Vieira - CCS/CAPES)

Iniciantes na avaliação, os mestrados profissionais em rede voltados à formação de professores da educação básica (PROFs) terão uma ficha de avaliação própria. A avaliação específica dos PROFs contará com comissões de caráter multidisciplinar as quais também deverão apreciar o funcionamento daqueles cursos que foram recomendados recentemente. Com isso, informa a diretora, será construído o aprendizado sobre como avaliar esse novo tipo de curso de pós-graduação.

Avaliação da pós-graduação stricto sensu
Iniciada em 1976, a avaliação da pós-graduação stricto sensu (mestrados e doutorados) é o instrumento fundamental do Sistema Nacional de Pós-Graduação (SNPG). Os resultados da avaliação têm usos diversos: estudantes se baseiam nas notas para escolher seus futuros cursos, e agências de fomento nacionais e internacionais orientam suas políticas de fomento segundo as notas atribuídas pela avaliação. Os estudos e indicadores produzidos pela avaliação para induzir políticas governamentais de apoio e crescimento da pós-graduação e estabelecer uma agenda para diminuir desigualdades entre regiões do Brasil ou no âmbito das áreas do conhecimento.

Conforme o desempenho acadêmico no quadriênio, os cursos recebem notas que variam de 1 a 7. Notas 1 e 2 são consideradas insuficientes e provocam o descredenciamento do curso; nota 3 corresponde a desempenho médio, que apresenta padrões mínimos de qualidade; notas 4 e 5 significam um desempenho entre bom e muito bom, sendo 5 a nota máxima para programas que possuem apenas curso de mestrado. Notas 6 e 7 indicam desempenho equivalente a padrões internacionais de excelência.

Outras leituras sobre o tema: Mestres e Doutores 2015 - Estudos da demografia da base técnico-científica brasileira.

(Lucas Lopes)

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